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Quase 2.000 cidades de todo o mundo iluminaram-se, no último dia 30 de Novembro, para dizer NÃO à pena de morte.

Um movimento global da sociedade civil e dos governos municipais que através de atividades de caráter educacional e espetacular, que envolvem a iluminação de monumentos e/ou praças simbólicas com intervenções para a sensibilização dos cidadãos, pede há 14 anos, com vigor sempre maior, a abolição da pena de morte e a moratória universal das execuções.

A origem da iniciativa, apolítica e laica, foi da Comunidade Sant’Egídio de Roma, em 2002, por recordar a primeira abolição da pena de morte, no Grão-Ducado da Toscana, em 30 de novembro de 1786.

A data foi incluída no calendário oficial da Cidade de São Paulo como o “Dia das Cidades pela Vida, contra a pena de morte”, a ser festejado anualmente no dia 30 de novembro, com o objetivo de disseminar o movimento do reconhecimento dos direitos humanos no âmbito local, nacional e internacional.

O local escolhido para iluminação foi a fachada do prédio da Secretária da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo. O prédio é por si só simbólico por estar situado no coração de São Paulo, próximo ao local onde foi feita a primeira construção da atual cidade, no dia 25/01/1554.

Tal escolha também visa dar foco a missão da Secretaria da Justiça que é promover os direitos humanos e fortalecer a cidadania, oferecendo suporte referencial à população, às ações estratégicas e aos programas do Governo do Estado de São Paulo.

Sabendo da importância do tema, o site de Ponto de Sincronia foi buscar mais informações sobre esta bela iniciativa para vocês com a diretora da Escola Paulista da Procuradoria Geral do Estado de São Paulo, Dra. Patrícia Werner.

Vale ler e prestigiar!

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Por que dia 30 de novembro?

A data foi escolhida por recordar a primeira abolição da pena de morte: a do Grão-Ducado da Toscana, 30 de Novembro de 1786.

Quem participa?

Na primeira edição houve a participação de cerca de 80 cidades. Hoje, inclui 72 capitais nos cinco continentes, são mais de 1.625 cidades que organizam neste dia atividades de caráter educacional e espetacular, que envolvem monumentos ou praças simbólicas com intervenções que visam à sensibilização dos cidadãos.

Cidades: Roma, Bruxelas, Madrid, Ottawa, México City, Berlin, Barcelona, Florence, Veneza, Buenos Aires, Austin, Dallas, Antwerpen, Viena, Nápoles, Paris, Copenhagen, Stockholm, Reggio Emilia, Bogotá, Santiago de Chile. A cidade de São Paulo deu a própria adesão a esta iniciativa em 2011.

Apoiam essa iniciativa importantes organizações laicas e apolíticas em todo o mundo, como por exemplo, Amnesty International.

No Estado de São Paulo Cidades para a Vida conta com a parceria do Instituto Italiano de Cultura, Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, Procuradoria Geral do Estado de São Paulo, Comissão Municipal pelos Direitos Humanos.

Cada cidade escolhe seu monumento símbolo comemorativo?

Cada cidade que adere escolhe como o monumento mais importante, que se torna graças a uma iluminação diferente, sendo objeto de projeções que enfatizam o compromisso e o diálogo com os cidadãos por um mundo sem pena de morte. São parte dessa iniciativa importantes monumentos símbolos da historia da humanidade como a casa de Victor Hugo em Paris, o Coliseo em Roma, a Torre de Pisa, o Atomium em Bruxelas, a catedral de Santa Eulalia em Barcelona, o Maschio Angioino em Nápoles.

Para mais informações acessar:

Community of Sant’Egidio

http://nodeathpenalty.santegidio.org/pageID/1/langID/en/no_death_penalty.html

Instituto Italiano di Cultura – Instituto Italiano de Cultura de São Paulo

http://www.iicsanpaolo.esteri.it/IIC_Sanpaolo