Para começar essa troca de idéias, trago um video sobre um assunto tratado na última semana, durante a primeira aula da Especialização em Direito Ambiental da Escola Superior da PGESP, dada pelo ex-deputado federal e hoje consultor Fábio Feldman.

Em sua exposição, o ex-deputado relembrou os assuntos tratados no livro “Os Limites do Crescimento” (editado na década de 70) e suas novas análises trazidas durante a ECO-92 e a RIO+20 por meio da Agenda 21, das Conferências sobre Mudanças Climáticas e Convenções sobre Desertificação.

O vídeo é do conhecido pesquisador Johan Rockström e e trata de um artigo que ele e seus colegas publicaram intitulado “A segurança operacional espaço para a humanidade” onde são propostos 10 limites planetários dentro dos quais a humanidade poderá, aceitavelmente, continuar vivendo e se desenvolvendo.

Os limites são relacionados aos seguintes tópicos:
1) Mudança do clima e emissão de CO2
2) Perda de biodiversidade
3) Ciclo do nitrogênio
4) Ciclo do fósforo
5) Ozônio estratosférico
6) Oceanos acidificantes
7) Uso de água potável
8) Uso da terra arável
9) Aerossóis atmosféricos
10) Poluição química

De acordo com Johan, embora a terra já tenha passado por muitos períodos de grandes mudanças ambientais, o ambiente foi bastante estável durante os últimos 10.000 anos de história.

Este período de estabilidade ambiental – conhecido por geólogos como o Holoceno – permitiu a civilização humana surgir, se desenvolver e sobreviver.

Contudo, a partir da Revolução Industrial, começou uma nova era chamada Antropoceno em que a atividade humana é a principal causa das mudanças ambientais.

Durante o Holoceno, as mudanças ambientais ocorreram naturalmente, mantendo as condições em que os seres humanos evoluíram. Temperatura estável, disponibilidade ar de fresco, água para beber e fluxos de bio-geoquímicos foram mantidos com intervalos relativamente estreitos.

Atualmente, no entanto, em grande parte devido ao crescimento acelerado da dependência de combustíveis fósseis e à agricultura industrializada, as atividades humanas chegaram a um nível que pode danificar todo sistema que manteve a Terra neste estado de equilíbrio.

Estas mudanças ambientais podem ser violentas e muitas vezes irreversíveis, o que levaria a um estado menos favorável para a sobrevivência e desenvolvimento humano.

Deêm uma olhada:

E a discussão sobre o nosso mau uso dos recursos naturais não parou por aí. Durante o almoço de domingo, ligo a TV e o filme da sessão da tarde era: “The day after tomorrow” http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Dia_Depois_de_Amanh%C3%A3) que trata exatamente sobre previsões de aquecimento global não levadas a sério e suas consequências catastróficas. Imagens de arrepiar até os mais céticos em relação a estes estudos.

Por fim, durante a aula do Feldman, também veio à tona questão do social X ambiental.

Afinal, como equilibrar com justiça e bom senso os interesses de comunidades tradicionais com os dos defensores do meio-ambiente, de indígenas com madeireiros, de urbanistas e ruralistas com ativistas que lutam pela regulamentação das áreas de preservação permanente?

Para mim, parece ser uma questão de fortalecer de 3 capacidades humanas: PERSISTÊNCIA + TRANSFORMAÇÃO + ADAPTABILIDADE.

E para vocês?